A Insustentável Enrabadela do Ser

Vítor Gaspar, o nosso eminente ministro das finanças, finalmente perdeu a timidez e sacou da arma do coldre para assaltar a malta. Um aquecimento para o que vem aí no OE 2012. Vamos debruçar-nos um pouco sobre o que propõem os cozinheiros Gaspar e Coelho (não, não vou fazer piadas relacionadas com comida e o nome do nosso primeiro-ministro).

A receita é a mesma de sempre, cortes, cortes, impostos, ainda mais impostos…já disse que há cortes e impostos? Não? Pois, parece que há cortes e impostos em catadupa. Vítor Gaspar deve estar prestes a bater um recorde mundial. Há um ditado popular que reza assim: “de cada vez que abres a boca ou entra mosca ou sai asneira”. Pois bem, Sr. Gaspar, de cada vez que você abre a boca, ou entra mosca ou sai imposto. Creio que, desde Junho, apenas uma vez não houve um anúncio de novos impostos, quando o ministro abriu a boca.

Os produtos sobem de preço, IVAmente falando, os salários congelados, acabam-se os subsídios de férias e de Natal (já agora, não houve uma promessa qualquer sobre não haver mais cortes nestes subsídios, especialmente no de Natal?). São tantos cortes e impostos que o Reagan e a Thatcher teriam um ataque de coração e três AVCs se tivessem acesso aos documentos. Para estimular a economia, que temos? Nada. Não é importante.

Quanto ao assunto dos feriados, nem vale a pena falar nisso. A Alemanha, essa campeã da produção, tem mais feriados e os trabalhadores trabalham menos horas do que nós, se não estou em erro. O problema não é a quantidade, é a qualidade. Há uns tempos, um deputado do PS falou, brevemente, numa proposta para cortar feriados e juntar outros aos fins de semana. Caiu o Carmo e a Trindade, agora, quais cornos mansos, lá vamos aceitar isto de cabecinha baixa.

Sr. Ministro, tenho um anúncio para si: A MALTA NÃO TEM DINHEIRO!!! Que tal ir atrás dos milhares de milhões que nos escapam em impostos do pessoal que não curte pagar? Era uma ideia, seria um dinheirito que dava jeito, não?

Finalmente, o Sr. Aníbal, o nosso esfíngico Presidente da República não sabe o que dizer, ou melhor sabe, mas não quer dizer, tal como não o soube na altura da descoberta do buraco da Madeira. Há uns meses, avisou o Governo Sócrates de que o “povo português não tolera mais medidas de austeridade”. Hoje, nos raros momentos que o tecnocrata da vassoura engolida ao pequeno almoço fala, é para dizer que “temos que aceitar estas medidas para o bem do país” e que “há que ter calma”. Descendo o nível deste blog, baseando-me numa imagem que vi há uns dias na internet, só posso dizer: “Keep calm o caralho!”


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