Ponto de Situação

Não é novidade para ninguém ouvir – ou protagonizar – queixumes contínuos relativos à política e sobretudo aos políticos. “Só querem poleiro!”, “Andam sempre na roubalheira, são uns aldrabões”, etc.

Decerto os políticos terão uma grande – a maior – responsabilidade por tais afirmações e pelo que estas reflectem na posição dos cidadãos em relação à política.

No entanto – e porque nada é exclusivamente culpa de apenas uma das partes -, é preciso nunca esquecer que, desde o 25 de Abril, o Estado somos Nós. Somos nós, o eleitorado, a população, que elegemos os nossos representantes. E, no caso de nenhum candidato agradar a um eleitor, esse pode sempre ingressar na vida política e propor-se a eleições. “A Política está viciada nos Partidos Políticos?” Sem deixar de lamentar o facto de apenas os partidos poderem candidatar-se às legislativas, há sempre duas maneiras de enfrentar essa adversidade: “infiltrar-se” na “máquina” do Partido, ou criar um novo.

Enfim, chega de introdução. O objectivo deste texto é apresentar o meu ponto de vista acerca do teatro político actual.

Mesmo aceitando que a Política é uma actividade raramente – nunca? – transparente e clara, como utopicamente deveria ser sempre, a verdade é que, pelo menos, teoricamente, o Estado somos Nós, como já disse anteriormente. E qualquer cidadão com mais de 18 anos pode candidatar-se a cargos públicos.

Não obstante tudo isso, é importante não esquecer que os nossos actuais representantes no poder executivo não inspiram confiança para ultrapassar momentos mais difíceis como os que vivemos actualmente.

A classe política actual apresenta-se-nos…ociosa. Preguiçosa. Apesar de todos nós podermos mudar os nossos representantes, a verdade é que não temos grande alternativas.

Hoje em dia, e provavelmente desde sempre, a política e os políticos precisam de ser mais assertivos. A distância entre o eleitorado e os políticos é enorme.

De facto, os políticos precisam de se aproximar do povo. Saber as suas opiniões e procurar respostas pragmáticas. Eficazes. Nem que se sacrifique ideologias.

Na minha opinião, há obviamente propostas que atravessam – ou deviam – qualquer ideologia. Há medidas que deviam ser transversais a teorias. A crise com que nos deparamos leva a que as medidas a tomar passem, por exemplo, pelo aumento de impostos, por princípio, odiado pela direita e mal tolerado pela esquerda.

Do mesmo modo, este texto não nem de esquerda nem de direita. Pretende apenas expor a neccessidade de uma reflexão sobre estas problemáticas e a urgência em apontar propostas e soluções.”Apartidárias”, “aideológicas” ou até “apolíticas”. Apenas propostas e soluções eficazes.

 

Rodrigo Vaz

About Rodrigo Vaz

My life is pretty much like my hair. It's a mess and I know it could be a lot better. I just don't know how. Ver todos os artigos de Rodrigo Vaz

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: